segunda-feira, 1 de junho de 2015

Joana Francesa

[...] Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda... ♪  

                                       |Chico Buarque



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sou cores e curvas
Frutos e formas
Descobridor de mundos
Tão mudos e  cantantes
Que não cabem em mim [...]


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Autoconstrução do meu eu


Irritante, sou assim irritantemente eu, observadora a tal ponto que chego a ver por trás de muitos mundos, e sou o nada, já que definir-se é tão fácil como julgar meu futuro imprevisível, Mas acho que sou o presente. Aquela que aos pouco passa, como tudo passa, (como as imagens que temos de nossos melhores dias).... Mas se faz presente para que de alguma forma seja julgada como convém. Sou
Sou mutável. A verdade é que a vida nos muda. O tempo nos muda... Muda e faz pensar o quanto tão vazia talvez nos tenha passado as horas, ou... Talvez o tempo não tenha passado. Ainda ontem, lembro de ter reclamado da tarde de sol que custava a passar....
Acho que eu passei. De um período que me era permitido questionar a existência e duvidar dos meus valores. Calo-me. Não que eu não tenha mais o que gritar, mas por saber que ao calar-me guardo comigo o meu olhar sobre o mundo. E calar tem sido a mais nobre forma de ser apenas eu, tão contraditoriamente e real.

sábado, 31 de março de 2012


Garota não viva de aparências....
Cuide de seus problemas
Se importe com seus defeitos
Tire suas próprias conclusões 

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Quando soube que Mallu Magalhães e Marcelo Camelo estavam namorando pensei: "Coisa ridícula, um cara que tem idade pra ser pai dela...." Mas ao ver esse clip, de ver seu olhar, senti como se ali habitasse algo muito maior que todos os preconceitos e julgamentos... Que todas as minhas possíveis descrições....
______ A musica poderia acabar no abraço.... O abraço.... Como se o amor, aquele verdadeiro e tão raro amor nos exibisse a sua existência...

"Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade"

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Deixe os dias nos mostrarem.
Tudo o que é verdadeiro faz-se eterno...
Por hora, vamos aproveitar o tempo,
Sorrir das horas e viver as tardes,
Sem pensar nas noites.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eu

Depois de me metámorfizar em puro silêncio
Sucumbi ao delírio de ser eu
Ser eu mesma
Ser meus sonhos, volúpias que me tomam na solidão da noite
Ser meus medos, que me impedem de apreciar o novo
Ser a contradição em minha existência coletiva
Ser o vago que rompe meu olhar  perdido
Ser o desejo de ter, a angustia de perder
Ser eu mesma
Pura e simples
Como eu...
Eu tão só
Eu em mim
Eu em todos

domingo, 20 de junho de 2010

Ausência...

Tenho medo desse retrocesso.
Voltei a ouvir aquelas músicas.
Voltei a ter insônia e a fazer desenhos.
Mas já não escrevo...
Sei apenas que algo me falta,
E sinto por isso.
Como sinto...
Desculpa aos meus poucos amigos,
Mas pensar me consome muito...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

L.S.

Um sorriso vale apena
No instante em que se revela
Luz no rosto
Brilho no dia
Pérolas que encontro
Nos instantes que me deixo
E de Lua, torno-me sol.

Serei

Serei serena, serenata
Serei sutil, suave
Serei sintonia
Serei sonho
Serei sua
Serei...

Profundamente


Sim, foi profundo Como tudo na minha vida
Profundamente me entrego
Profundamente amo
Profundamente sofro
Sim, foi profundo Tudo que vivi e esperei.
Foram tão constantes quanto tolos
Sim foi profundamente, e não canso de dizer
Despejei em teu mundo meus anseios
Dediquei-lhe meus dias, tardes, noites e palavras
E profundamente fui tua
Foi profundo tudo que vivi!
Agora, profundamente magoada
Escrevo estas palavras, profundamente vãs
Que saltam de uma alma profundamente triste
E que em si, não mais cabem.

domingo, 7 de março de 2010

Covarde felicidade

Ela bateu em minha vida
E sem que eu a convidasse...
Entrou
Passou a noite à meu lado
E me fez promessas de manhãs de sol
Me encontrou pequena...
Sozinha...
Me fez sorrir...
E se foi...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Quero...


Quero teus dias...
Teus gestos e palavras.
Tua atenção.
Quero-te com sol, a lua e o jantar.
Quero-te púrpura, graciosa.
Timida e torta
Nas pradarias de minhas manhãs.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O desejo


Ela respirava meus deletérios
Vivendo os sonhos que ignorei
Andando em sombras retas me julgava seu

Uma dia convidei-a a vir até meu mundo
Sem promete-la impérios ou canções


Naquela noite, assustou-la meus roncos
Na manha seguinte, agradou-me seu semblante amarrotado
Ao entardecer... a perdi


E ainda hoje penso em meus supostos erros
Talvez tenha sido minha tão fingida apatia
Ou como disseram suas palavras:
"É preciso ter para sabermos que não queremos".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O tempo

O tempo passa...
As pessoas passam
Um relógio gira, um coração bate
Uma mão escreve
E o tempo, Covarde, não cessa de passa...
Esvai-se discreto, mas constante

O futuro me apavora
O passado traz a melancolia das manhas de outono
E o presente um compósito de sensações confusas
Assim o dia perde a cor e o brilho, e a noite toma-nos cínica.

Silêncio.
Todos dormem
E o tempo passa
A vida passa
Eu, com os olhos e a alma abertos,
Tento senti-la vagarosa
Tento retroceder (em vão)
Tento ouvi-la, cantá-la...
Mas me Calo

Deito...
O papel no chão
O corpo nos lençóis
A alma no sono
A vida no tempo...

E o tempo?
Apenas passa...
Covarde
Apático
passa

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Éramos flores

E brincávamos, riamos e nos lamentávamos
Tínhamos cor e brilho
Por mais que algumas vezes as lagrimas – não sei se de nos, não se do céu - nos molhassem a face

Sim! Éramos flores, e deixamo-nos seduzir pelo vento...
Num jogo de magia e som
Apenas flores...

Flores...
Com a serenidade da tarde
Deixava-nos ser levadas, sem saber o que o frio da noite nos reservava

E foi assim que deixamos de ser flores.
Com a noite veio o frio, e veio a incerteza, e veio o escuro, e veio o vazio
Cessamos de sorrir e sentimento nossas pétolas caírem por terra, e o tempo passou e simplesmente deixamos de existir.

Soneto para ele

Quando ele me olhou
Pensei que o mundo não existia
Quando sorriu...
Debrucei-me em sua alma

Ele foi meu desejo de um dia tranqüilo
O sonho de uma vida completa
Minha esperança nos dias chuva
Os instantes serenos nas noites vãs

Mas foi também
O medo de tocar na água e césar de ver a lua que ali se [refletia
De sofrer a dor, que pior que não ter: perder

Foi o aconchego para um coração que doía
Foi o amor para um coração que amava
Foi o tudo para mim que nunca esperei nada.

segunda-feira, 23 de março de 2009

À janela...

Todos os dias ele estava à janela...
Em silêncio, em completo silêncio, extático.
E eu todos os dias passava por ali, sempre apressada, mas sempre observando-o, tentando decifrar seus pensamentos e seu enigmático olhar...
Que tanto fazia ali?
O que sentia?
Talvez fosse feliz, talvez triste ou simplesmente desatento
Talvez fosse apenas alguém, na janela, mas nas margens de minha vida...
Que por algum motivo nunca tenha chegado à conhecer, ou simplesmente apenas alguém que no fundo nunca foi alguém, mas aquele homem no meio do caminho...
Que sempre esteve ali...
Em silêncio
Em completo silêncio...
Estático...
À janela.
Ana lua 23/03/2009