domingo, 7 de março de 2010

Covarde felicidade

Ela bateu em minha vida
E sem que eu a convidasse...
Entrou
Passou a noite à meu lado
E me fez promessas de manhãs de sol
Me encontrou pequena...
Sozinha...
Me fez sorrir...
E se foi...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Quero...


Quero teus dias...
Teus gestos e palavras.
Tua atenção.
Quero-te com sol, a lua e o jantar.
Quero-te púrpura, graciosa.
Timida e torta
Nas pradarias de minhas manhãs.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O desejo


Ela respirava meus deletérios
Vivendo os sonhos que ignorei
Andando em sombras retas me julgava seu

Uma dia convidei-a a vir até meu mundo
Sem promete-la impérios ou canções


Naquela noite, assustou-la meus roncos
Na manha seguinte, agradou-me seu semblante amarrotado
Ao entardecer... a perdi


E ainda hoje penso em meus supostos erros
Talvez tenha sido minha tão fingida apatia
Ou como disseram suas palavras:
"É preciso ter para sabermos que não queremos".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O tempo

O tempo passa...
As pessoas passam
Um relógio gira, um coração bate
Uma mão escreve
E o tempo, Covarde, não cessa de passa...
Esvai-se discreto, mas constante

O futuro me apavora
O passado traz a melancolia das manhas de outono
E o presente um compósito de sensações confusas
Assim o dia perde a cor e o brilho, e a noite toma-nos cínica.

Silêncio.
Todos dormem
E o tempo passa
A vida passa
Eu, com os olhos e a alma abertos,
Tento senti-la vagarosa
Tento retroceder (em vão)
Tento ouvi-la, cantá-la...
Mas me Calo

Deito...
O papel no chão
O corpo nos lençóis
A alma no sono
A vida no tempo...

E o tempo?
Apenas passa...
Covarde
Apático
passa

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Éramos flores

E brincávamos, riamos e nos lamentávamos
Tínhamos cor e brilho
Por mais que algumas vezes as lagrimas – não sei se de nos, não se do céu - nos molhassem a face

Sim! Éramos flores, e deixamo-nos seduzir pelo vento...
Num jogo de magia e som
Apenas flores...

Flores...
Com a serenidade da tarde
Deixava-nos ser levadas, sem saber o que o frio da noite nos reservava

E foi assim que deixamos de ser flores.
Com a noite veio o frio, e veio a incerteza, e veio o escuro, e veio o vazio
Cessamos de sorrir e sentimento nossas pétolas caírem por terra, e o tempo passou e simplesmente deixamos de existir.